28 de março de 2009

Negócios de ocasião

Negociam-se agora, bem sob nossos olhos, negócios secretos, escusos. Explico; vejam como vexados estão os sujeitos A, B e C, nas páginas dos jornais, investigados pela polícia, suspeitos de negócios pouco lícitos com os sujeitos X, Y e Z, principalmente Z. Ora, X, Y e Z, principalmente Z, terão todo interesse em que tal investigação não dê todo fruto que promete. Veja que também os indíviduos P, Q e R, de quem já íamos nos esquecendo, estavam há pouco na mesma situação de A, B e C, e terão todo interesse que a investigação sobre eles também não frutifique, essa investigação que havia sido incentivada por X, quiçá por Y, certamente por Z.
Não veremos aí uma comunhão de interesses? Nessas horas, um negócio de polícia cria uma polícia de negócios.
Alías, o enredo já havia sido previsto por Edgar Allan Poe, em A Carta Roubada (the Purloined Letter). Vale a pena ler.
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