Ai meus tempos de copidesque...
Importante "portal noticioso" (?!?) (fecha a porteira, iaiá...) publica como título de notícia o seguinte:
"Governador deve participar da Marcha Paulista em Defesa dos Municípios, no qual Serra faltou em 2009"
Qual será a referência da expressão "no qual"?
a) Governador
b) Defesa
c) Municípios
d) Serra
e) n.d.a.
22 de novembro de 2011
21 de novembro de 2011
11 de novembro de 2011
A prisão de um empresário de sucesso
O setor econômico que mais irriga a corrupção do Estado é o tráfico de drogas. Exatamente porque depende da complacência do agente público para continuar a existir; a polícia conhece os pontos de venda de droga. A polícia conhece o distribuidor. A polícia conhece o atacadista e o produtor.
Mas sabe agir na repressão ao consumidor individual. Até na universidade, como vimos.
Num certo sentido, faz lembrar o sistema tributário brasileiro; sem ironias, mostra muito bem o funcionamento da nossa sociedade. A ação deletéria para o povo, o coméricio de drogas, é levada a cabo com a cumplicidade do Estado, que é pilhado e invadido pelo poder da corrupção.
O único a sofrer sanção no processo é o povo, na pessoa dos compradores, usuários de droga, que não são párias; esses são reprimidos ocasionalmente, para mostrar que aqui a lei é cumprida.
O confisco de 50% do faturamento supera qualquer alíquota existente no Brasil.
A legalização é a única saída, antes que os próprios agentes públicos (será que já não aconteceu?) tomem a frente e posicionem-se como os próprios responsáveis pelo negócio.
O comerciante de drogas ficará sujeito a todas as posturas e regulamentos possíveis, e recolherá o devido aos cofres públicos, não alimentará a cadeia da corrupção. Leiamos a notícia:
"Num longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na quarta-feira na Lagoa , afirmou que metade de tudo que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares da banda podre. A propina gorda seria entregue a numerosos agentes públicos. O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano.
- Metade do dinheiro que eu ganhava era para o "arrego" (gíria para propina) - afirmou Nem.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse em entrevista ao "RJ-TV", da TV Globo, que gostaria muito que Nem falasse mesmo o que sabe, por conhecer "a arquitetura do tráfico de drogas e como são os meandros da corrupção".
Evidente que o ilustre Nem, empresário bem sucedido, não poderá falar mais de 20% do que sabe.
Mas sabe agir na repressão ao consumidor individual. Até na universidade, como vimos.
Num certo sentido, faz lembrar o sistema tributário brasileiro; sem ironias, mostra muito bem o funcionamento da nossa sociedade. A ação deletéria para o povo, o coméricio de drogas, é levada a cabo com a cumplicidade do Estado, que é pilhado e invadido pelo poder da corrupção.
O único a sofrer sanção no processo é o povo, na pessoa dos compradores, usuários de droga, que não são párias; esses são reprimidos ocasionalmente, para mostrar que aqui a lei é cumprida.
O confisco de 50% do faturamento supera qualquer alíquota existente no Brasil.
A legalização é a única saída, antes que os próprios agentes públicos (será que já não aconteceu?) tomem a frente e posicionem-se como os próprios responsáveis pelo negócio.
O comerciante de drogas ficará sujeito a todas as posturas e regulamentos possíveis, e recolherá o devido aos cofres públicos, não alimentará a cadeia da corrupção. Leiamos a notícia:
"Num longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na quarta-feira na Lagoa , afirmou que metade de tudo que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares da banda podre. A propina gorda seria entregue a numerosos agentes públicos. O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano.
- Metade do dinheiro que eu ganhava era para o "arrego" (gíria para propina) - afirmou Nem.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse em entrevista ao "RJ-TV", da TV Globo, que gostaria muito que Nem falasse mesmo o que sabe, por conhecer "a arquitetura do tráfico de drogas e como são os meandros da corrupção".
Evidente que o ilustre Nem, empresário bem sucedido, não poderá falar mais de 20% do que sabe.
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23:59
3 de novembro de 2011
Flagrante passageiro
Fica o flagrante passageiro - conforme o F2, que parece que foi para a clandestinidade (?!?) - da invasão à USP, da disposição da nossa ordeira Polícia Militar do Estado de São Paulo, gloriosa e salve-salve, de entrar a fim de dar uns pescoções no pessoal da saudosa FFLCH, a fefeléch.
O sujeito (soldado? cabo? oficial?) estava em serviço sem identificação.
Infringiu vários regulamentos sem dúvida. Mas nunca saberemos quem foi. Era a intenção.
O sujeito (soldado? cabo? oficial?) estava em serviço sem identificação.
Infringiu vários regulamentos sem dúvida. Mas nunca saberemos quem foi. Era a intenção.
![]() |
| Tudo isso pra mostrar quem manda? |
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23:55
24 de outubro de 2011
fim do fim
Já
deu
nunca deu
quem sabe agora vai
entregar de vez
os pontos
vender à vista
a nossa vista
roubar o tempo que nos emprestou
certamente a juros
o tempo - relojoeiro judeu
de onde
nunca nada
vem
nunca nada
vem
que bem pode vir
nem nosso reino
nem nossa vontade
sai prá lá
de onde menos se espera
daí que não vem nada
mesmo.
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23:59
17 de outubro de 2011
15 de outubro de 2011
13 de outubro de 2011
A Máquina Paródica do Grifo - IX
Cenas dos capítulos anteriores
1 2 3 4 5 6 7 8
Resumo: O Grifo tem uma máquina paródica, e seu uso leva nossos heróis a estranhas situações
________________________________________________________________
O sujeito encolhia, quando levantei para interpelá-lo era já um mero sujeitinho, e sua impaciência tornava-se aflição, a olhos vistos, ouvidos, a olhos enxergantes. Segui na direção dele, "nós nada fizemos, meu caro, você e sua claque de seguranças são histéricos. Estou cheio de suas perguntas". Senti-me bem ao dizer; fui em sua direção, ele atingiu o tamanho de uma criança, e fugiu correndo para a direita.
Deixou de interessar-me; era pouco, ante o inusitado de a parede à minha frente dobrar-se, no seu canto esquerdo, uma curva abriu-se ante meus olhos, e o canto da parede projetou-se para trás, uma abertura, o lado escuro atrás da parede, não havia dúvidas que era a direção a seguir, deixar pra trás a sala vazia.
Até o pássaro se fora.
O caminho era escuro, como a entrada dos cinemas, entre duas cortinas, e meus passos eram surdos. Ainda tive de pressentir uma ou duas curvas com as mãos nas paredes forradas de tecido macio, antes que vislumbrasse luminosidade a mostrar o fim daquele corredor fechado. Andei naquela direção.
Do escuro, a luz; o ambiente era branco, iluminado, as janelas no alto eram multiplicadas por espelhos, muitos espelhos nas paredes, que refletiam à vertigem a cada passo. Uma sala de espelhos. Estava só e tive receio de olhar para os lados, hesitei inutilmente ante a multiplicação infinda da minha própria imagem.
Aflição da vertigem, penso que algo há de estar errado. O Grifo, afinal, deve saber de alguma coisa, onde terá se metido; quem serão aquelas pessoas à mesa, três à mesa, um quarto lugar, uma senhora me olha de modo suave e no entanto assertivo, o lugar, não há dúvida agora, está à minha espera.
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Resumo: O Grifo tem uma máquina paródica, e seu uso leva nossos heróis a estranhas situações
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O sujeito encolhia, quando levantei para interpelá-lo era já um mero sujeitinho, e sua impaciência tornava-se aflição, a olhos vistos, ouvidos, a olhos enxergantes. Segui na direção dele, "nós nada fizemos, meu caro, você e sua claque de seguranças são histéricos. Estou cheio de suas perguntas". Senti-me bem ao dizer; fui em sua direção, ele atingiu o tamanho de uma criança, e fugiu correndo para a direita.
Deixou de interessar-me; era pouco, ante o inusitado de a parede à minha frente dobrar-se, no seu canto esquerdo, uma curva abriu-se ante meus olhos, e o canto da parede projetou-se para trás, uma abertura, o lado escuro atrás da parede, não havia dúvidas que era a direção a seguir, deixar pra trás a sala vazia.
Até o pássaro se fora.
O caminho era escuro, como a entrada dos cinemas, entre duas cortinas, e meus passos eram surdos. Ainda tive de pressentir uma ou duas curvas com as mãos nas paredes forradas de tecido macio, antes que vislumbrasse luminosidade a mostrar o fim daquele corredor fechado. Andei naquela direção.
Do escuro, a luz; o ambiente era branco, iluminado, as janelas no alto eram multiplicadas por espelhos, muitos espelhos nas paredes, que refletiam à vertigem a cada passo. Uma sala de espelhos. Estava só e tive receio de olhar para os lados, hesitei inutilmente ante a multiplicação infinda da minha própria imagem.
Aflição da vertigem, penso que algo há de estar errado. O Grifo, afinal, deve saber de alguma coisa, onde terá se metido; quem serão aquelas pessoas à mesa, três à mesa, um quarto lugar, uma senhora me olha de modo suave e no entanto assertivo, o lugar, não há dúvida agora, está à minha espera.
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02:02
9 de outubro de 2011
Os pupilos do Sr. Reitor
O Doutor Reitor empoçado por D José Serra I e único parece que vai afundar de vez o barco velho da USP - esse consegue, quem sabe; vem sucedendo bem àquela outra plagiária, quem era mesmo?
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02:30
7 de outubro de 2011
Edição de hoje d´O Cretino.
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22:44
5 de outubro de 2011
Ocupar Wall Street
A ironia do momento é que ninguém na TV, no jornal, nos sítios dos grupos grandes de comunicação na internet, ninguém fala nada sobre o movimento que vem acontecendo em Wall Street; eu mesmo não sabia que há mobilização permanente, transmitida ao vivo; houve prisões, há relatos de agressão policial.
Veja com seus próprios olhos.
Lembremos da emoção, da condescendência dos mesmos jornais, TV etc. com as manifestações árabes, chamadas de "primavera" de forma até demagógica. É o chamado "jornalismo Wando", feito com muito amor.
Sobre a ocupação de Wall Street, a rua do Muro, ninguém sai de cima do muro: é esse silêncio, ouvimos o vento ao fundo, pra ver se alguém fica embaraçado e de repente puxa outro assunto.
Veja com seus próprios olhos.
Lembremos da emoção, da condescendência dos mesmos jornais, TV etc. com as manifestações árabes, chamadas de "primavera" de forma até demagógica. É o chamado "jornalismo Wando", feito com muito amor.
Sobre a ocupação de Wall Street, a rua do Muro, ninguém sai de cima do muro: é esse silêncio, ouvimos o vento ao fundo, pra ver se alguém fica embaraçado e de repente puxa outro assunto.
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23:59
3 de outubro de 2011
A máquina paródica do Grifo - VIII
Sim. Ainda persiste a série interminente da máquina paródica de O Grifo. Nem nós sabemos a razão de tanta persistência. Cartas para a redação.
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Dah, unhgs, eram monissílabos que o homem soltava entredentes, com esforço, com raiva. Iluminado pela única lâmpada pendurada no teto por um fio, via o suor em seu rosto cada vez que passava pela luz fraca, andando de um lado para o outro na sala vazia e sem graça.
Eu me sentava em uma cadeira metálica. Soube que devia esperar o que aquele sujeito, impaciente pelo jeito, iria dizer. Andava e andava mastigando seus dentes, na frente de uma parede de blocos, tijolos aparentes, as sombras da pálida lâmpada projetavam-se nos lados da parede. O nervosismo daquele inquisidor por algum motivo me deixava calmo, não vi motivo para inquietação. Até que ele berrou, de repente a cara vermelha, com as duas mãos apoiadas na mesa à sua frente:
- O que vocês fizeram??!!
Intrigavam-me os olhos a saltar das órbitas, a qualquer momento os globos poderiam pular, vivos; depois do berro, um silêncio, vi à minha direita um pássaro bater asas na gaiola. Engraçado. Não tinha percebido ele ali.
Mas estava tranquilo, estranhamente; o bater das asas do pássaro confirmava que tudo andava bem. Levantei-me, como quem explica, de boa vontade, como um otimista incorrigível, e expliquei para meu acusador boquiaberto, arfante:
- Mas, o que foi que eu fiz?
Pareceu incrédulo, e sua incredulidade o encolhia ante meus olhos.
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Dah, unhgs, eram monissílabos que o homem soltava entredentes, com esforço, com raiva. Iluminado pela única lâmpada pendurada no teto por um fio, via o suor em seu rosto cada vez que passava pela luz fraca, andando de um lado para o outro na sala vazia e sem graça.
Eu me sentava em uma cadeira metálica. Soube que devia esperar o que aquele sujeito, impaciente pelo jeito, iria dizer. Andava e andava mastigando seus dentes, na frente de uma parede de blocos, tijolos aparentes, as sombras da pálida lâmpada projetavam-se nos lados da parede. O nervosismo daquele inquisidor por algum motivo me deixava calmo, não vi motivo para inquietação. Até que ele berrou, de repente a cara vermelha, com as duas mãos apoiadas na mesa à sua frente:
- O que vocês fizeram??!!
Intrigavam-me os olhos a saltar das órbitas, a qualquer momento os globos poderiam pular, vivos; depois do berro, um silêncio, vi à minha direita um pássaro bater asas na gaiola. Engraçado. Não tinha percebido ele ali.
Mas estava tranquilo, estranhamente; o bater das asas do pássaro confirmava que tudo andava bem. Levantei-me, como quem explica, de boa vontade, como um otimista incorrigível, e expliquei para meu acusador boquiaberto, arfante:
- Mas, o que foi que eu fiz?
Pareceu incrédulo, e sua incredulidade o encolhia ante meus olhos.
Continua...
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