20 de novembro de 2009

A máquina paródica d´ O Grifo - VI

Percorríamos já por um bom tempo o amplo galpão, ordenado, silencioso, claro e limpo; de longe via pessoas aparentemente fazendo alguma coisa - não fazia idéia do que. O ritmo dos passos tomou o lugar da conversa entre eu e o Grifo; seguíamos em silêncio. Da mesma forma, em silêncio, e com um sorriso no rosto, aproximou-se de repente um senhor amável, de avental, que nos saudou.
- Ah! Chegaram enfim, os dois.
Outros assistentes o seguiam, todos amáveis e sorridentes; a empatia que irradiavam era notável, qualquer um percebia que éramos esperados naquele lugar, o que no fim das contas deu um sentido à caminhada. Sorrimos de volta, mal esboçamos cumprimentos e já nos levavam por um corredor mais estreito, à esquerda no enorme galpão. Ao passarmos por uma porta, alguém virou-se para trás e disse: Não deixem o Borgartem passar. A porta foi fechada.
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