29 de janeiro de 2010

Ge$tão das Água$





enquanto isso, chove na horta dos fornecedores da SABESP - veja no vi o mundo

26 de janeiro de 2010

O computador quântico e a mente mágica

Leio em um artigo interessante (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=574ENO003) que algém na UNICAMP está em busca de modelos para o futuro computador quântico:

A computação quântica é fundamentada em conceitos criados pela física quântica, como o da superposição (quando uma partícula está em diferentes condições contraditórias simultaneamente) e do entrelaçamento (quando a alteração em uma partícula provoca o mesmo efeito em outra que se encontra distante).


Caríssimos, caso aconteça este salto avante da computação quântica, muita coisa sob o sol há de ser revista, e numa progressão ao passado. Vejamos propriedades quânticas que o autor aponta e lembremos das propriedades que J.G. Frazer generalizou para o pensamento mágico: o contato por proximidade (superposição) e o contágio por similaridade (entrelaçamento).  Haverá surpresa na descoberta dos limites entre a composição da realidade e o funcionamento da Mente?
Os mais renhidos positivistas vão ter de proclamar a máxima hermética: "o que está embaixo é igual ao que está no alto"!

22 de janeiro de 2010

Do Baú

Não é bem um trava línguas, é mais um coça garganta, que eu tirei do baú:


O Grifo, grogue, esgravata grêmios e grateia a verga grelos e grutas esgrouvinhadas, esgrafejando gregotins e gregueus; grenado, grimpa, egrégio, e agraúda-se graças à grei. Grimpa grumos e grupiaras engrenado - engrimponado, logra engriguilhar-se, a engrifar grutungos. O grosso agravado, engrampa; grazosa grátis, graxadela granfa, ogro Sigrido segreda-se segrel: congregados, transgridem grades e progridem a graúdos agros aos gritos.




Agrupados, grogues, esgravatam grêmios e grateiam a verga grelos e grutas...

4 de janeiro de 2010

Novo ano, mês de jano



Os novos caminhos levarão a...


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22 de dezembro de 2009

Al otro, el mismo

A você, que esperou que eu desse com a cara no chão, com os burros n´água; atenção, que eu ainda estou de pé, a luz está aqui do meu lado e essa você não tasca.
Estou bem.
Estou tranquilo, estou no meu sofá de onde reino sobre nações.
Estou acima de todas quimeras humanas.
A única coisa que me incomoda é seu reflexo nesse pedaço de vidro; fico me perguntando quando hei de despedaçar esse espelho.

18 de dezembro de 2009

Todos contra o crack

O crack, ou craque: resíduo da produção de cocaína. Hoje o crack pulula nas ruas, as pessoas que fumam crack não conseguem esconder, fissurados sentam nas calçadas; se a gente olha, até esboçam uma reação tímida, um traço de pudor, mas o cachimbo na frente pede mais. Perto de casa mora, na rua, a Maluca, uma mulher que provavelmente não tem 35 anos, mas parece ter 60, sem um dente na boca, que já apareceu grávida umas três vezes pelo menos, a cada vez sumia e reaparecia, onde andarão essas crianças? O olho do fumante de craque não sustenta o nosso olhar, procura os desvãos das calçadas, as frestas nos muros.
Todo mundo tem alguma coisa a ver com o craque.
http://todoscontraocrack.blogspot.com/


8 de dezembro de 2009

Après moi, le déluge

Graças à clemência do prefeito, nossa cidade não sofreu enchente maior ainda. Ergamos as mãos úmidas aos céus!




imagem: ars pauperrima

7 de dezembro de 2009

O Colapso da Realidade

Em alguns lugares, deu pra perceber nitidamente o colapso da realidade que depois sobreveio enfim.


2 de dezembro de 2009

Nem no AI-5, nunca antes neste país...



1470 dias - 4 anos mais uns 10 dias de censura? Ô coitados... saiu na 2ª feira, 30/11, no sítio do Estadão
   será a vitimização uma estratégia de marketing?




26 de novembro de 2009

O Espírito das Mercadorias

A Mercadoria chegou a seu último estágio - ser apenas ideal. A qualidade teológica da mercadoria superou a necessidade de estar associada a alguma coisa - e é vendida, aos montes.
A arte é o maior setor da economia dos EUA.



20 de novembro de 2009

A máquina paródica d´ O Grifo - VI

Percorríamos já por um bom tempo o amplo galpão, ordenado, silencioso, claro e limpo; de longe via pessoas aparentemente fazendo alguma coisa - não fazia idéia do que. O ritmo dos passos tomou o lugar da conversa entre eu e o Grifo; seguíamos em silêncio. Da mesma forma, em silêncio, e com um sorriso no rosto, aproximou-se de repente um senhor amável, de avental, que nos saudou.
- Ah! Chegaram enfim, os dois.
Outros assistentes o seguiam, todos amáveis e sorridentes; a empatia que irradiavam era notável, qualquer um percebia que éramos esperados naquele lugar, o que no fim das contas deu um sentido à caminhada. Sorrimos de volta, mal esboçamos cumprimentos e já nos levavam por um corredor mais estreito, à esquerda no enorme galpão. Ao passarmos por uma porta, alguém virou-se para trás e disse: Não deixem o Borgartem passar. A porta foi fechada.

16 de novembro de 2009

Entre silêncios

Então, houve: isso o que salta à língua solta, suspúrio insapiente de inconsciência, a baba a solta de outros tanto sinais amplificados à volta. Que revoltam a sair de novo, boca a boca.