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| Magister Discipulo non audiuntur, distracta scientia |
23 de junho de 2011
18 de junho de 2011
Lógica do sono e do enjôo
Por não mais saber o que sabia, procurou a sabedoria dos velhos manuais.
A lombada imponente sempre ajudava.
Cogito ergo sum
Credo quia absurdum
Então chegou a formular esta certeza: Não é porque acredito que será falso.
E outro axioma de seu sistema particular, aparentemente contraditório com o primeiro: Caso eu imagine alguma coisa, provavelmente ela não acontecerá nos mínimos detalhes. A previsão e a profecia são impossíveis.
Não consta que tenha vivido melhor ou pior que os outros por acreditar em tais postulados, mas sofreu muito de insônia.
A lombada imponente sempre ajudava.
Cogito ergo sum
Credo quia absurdum
Então chegou a formular esta certeza: Não é porque acredito que será falso.
E outro axioma de seu sistema particular, aparentemente contraditório com o primeiro: Caso eu imagine alguma coisa, provavelmente ela não acontecerá nos mínimos detalhes. A previsão e a profecia são impossíveis.
Não consta que tenha vivido melhor ou pior que os outros por acreditar em tais postulados, mas sofreu muito de insônia.
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02:22
15 de junho de 2011
Acta est Fabula
Toda lei deriva da prática social.
Se a lei proíbe, é porque alguém faz.
Se a lei permite, também.
Supor o contrário é perverter a natureza da coisa.
Gracias F2
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11:21
13 de junho de 2011
Nada de novo sob o sol
Leiam isso e vejam que o tal Governo Mundial, que alguns paranóicos úteis acham que será institucionalizado, já está instalado e funcionando bem.
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01:01
9 de junho de 2011
Maravilhas de Bruzundunga
Não é lindo ser dono de banco neste nosso (de quem?) país?
Funciona assim, o banco é assaltado, seus caixas eletrônicos são arrombados e saqueados.
A solução inteligente: a máquina, ao ser arrombada, tinge as cédulas de dinheiro. O ladrão leva o dinheiro do mesmo jeito, mas o dinheiro está pintado.
Então não era melhor colocar lá uns guardas, para evitar que o sujeito leve o dinheiro?
Não, seu burro!
Guarda custa caro, tem de pagar, tem salário, benefícios, enfim uma canseira sem igual.
(última forma: o BC voltou atrás. Há de ter sido pela campanha inflamada deste Grifo)
O produto do roubo não é mais nada. Roubaram vento, menos que vento.
Não é inteligente a solução? Os caras roubam o banco, o dinheiro não vale mais. Quem perde é você, idiota que recebe uma nota dessas. Porque aquele dinheiro não vale mais nada.
Contabilmente, de uma penada, o dinheiro sumido não é prejuízo do banco.
Agora, o cretino, digamos aposentado que vai e retira sua aposentadoria na máquina do banco, e, digamos, uns 40% do valor da aposentadoria, ou quem sabe 80%, vêm em notas pintadas, que o idiota não percebe. O aposentado, que vive a causar rombos nas contas públicos, perdeu. As notas não valem.
O problema é que ele é tonto, está acostumado a confiar que o banco vai dar a ele seu dinheirinho, deduzidas evidentemente as taxas (aquelas que cobrem todo o custo operacional do banco) quando ele pedir.
O banco dá. A nota é pintada. Ah, então, como aquele dinheiro não é mais dinheiro (ganha uma bala na cara aquele que refletir sobre a dimensão ontológica do capital) - então o sujeito, aquele aposentado cretino, pode sacar de novo, certo?
Claro que não! Quem ele pensa que é? O dinheiro já saiu da conta dele! O banco é uma instituição séria!
A conta corrente foi debitada, e o crédito não existe.
Como pode ser isso? O dinheiro sumiu?
Não sumiu com o assaltante, porque já não valia nada na hora em que o meliante arrombou o caixa.
Com quem você acha que está o dinheiro?
Além do dinheiro não valer nada, o banco ainda tem o crédito oculto daquela grana roubada que eventualmente estiver em circulação.
Sorria, você está sendo assaltado. Resta o custo do papel moeda inutilizado; esse vai ser pago pela Casa da Moeda. É dinheiro público, então; isso, já sabemos, é coisa de trouxa. O dinheiro e os aparelhos do banco já estavam, de toda forma, sob seguro.
Funciona assim, o banco é assaltado, seus caixas eletrônicos são arrombados e saqueados.
A solução inteligente: a máquina, ao ser arrombada, tinge as cédulas de dinheiro. O ladrão leva o dinheiro do mesmo jeito, mas o dinheiro está pintado.
Então não era melhor colocar lá uns guardas, para evitar que o sujeito leve o dinheiro?
Não, seu burro!
Guarda custa caro, tem de pagar, tem salário, benefícios, enfim uma canseira sem igual.
Muito melhor apelar para a tradicional bonomia do brasileiro, esse mulato inzoneiro, essa gente bronzeada de tanto valor.
A nota pintada não vale mais. Pronto.
(última forma: o BC voltou atrás. Há de ter sido pela campanha inflamada deste Grifo)
O produto do roubo não é mais nada. Roubaram vento, menos que vento.
O detalhezinho é que você, incauto que sequer possui um banco, pode pegar umas dessas notas por aí. Inclusive num caixa de banco. E daí o prejuízo é seu.
O banco pode repassar a nota pintada pra você, você não pode repassar ao banco, quem você pensa que é?Não é inteligente a solução? Os caras roubam o banco, o dinheiro não vale mais. Quem perde é você, idiota que recebe uma nota dessas. Porque aquele dinheiro não vale mais nada.
Contabilmente, de uma penada, o dinheiro sumido não é prejuízo do banco.
Agora, o cretino, digamos aposentado que vai e retira sua aposentadoria na máquina do banco, e, digamos, uns 40% do valor da aposentadoria, ou quem sabe 80%, vêm em notas pintadas, que o idiota não percebe. O aposentado, que vive a causar rombos nas contas públicos, perdeu. As notas não valem.
O problema é que ele é tonto, está acostumado a confiar que o banco vai dar a ele seu dinheirinho, deduzidas evidentemente as taxas (aquelas que cobrem todo o custo operacional do banco) quando ele pedir.
O banco dá. A nota é pintada. Ah, então, como aquele dinheiro não é mais dinheiro (ganha uma bala na cara aquele que refletir sobre a dimensão ontológica do capital) - então o sujeito, aquele aposentado cretino, pode sacar de novo, certo?
Claro que não! Quem ele pensa que é? O dinheiro já saiu da conta dele! O banco é uma instituição séria!
A conta corrente foi debitada, e o crédito não existe.
Como pode ser isso? O dinheiro sumiu?
Não sumiu com o assaltante, porque já não valia nada na hora em que o meliante arrombou o caixa.
Com quem você acha que está o dinheiro?
Além do dinheiro não valer nada, o banco ainda tem o crédito oculto daquela grana roubada que eventualmente estiver em circulação.Quando seu dinheiro entrou no banco, era bom.
Quando saiu, não era mais seu, nem era mais dinheiro.
Sorria, você está sendo assaltado. Resta o custo do papel moeda inutilizado; esse vai ser pago pela Casa da Moeda. É dinheiro público, então; isso, já sabemos, é coisa de trouxa. O dinheiro e os aparelhos do banco já estavam, de toda forma, sob seguro.
O Banco Central anunciou no dia 1°que notas de real danificadas por dispositivoantifurto instalados nos caixas eletrônicos,alvo de numerosos ataques por ladrões recentemente, não serão válidas para efetuar pagamentos e quem as possuir não será ressarcido dos valores.
Para o Procon-SP “não é admissível que uma medida de segurança privada intrínseca à atividade bancária seja repassada à população.
Essas notas danificadas já circulam no mercado, inclusive nos pontos de atendimento das instituições financeiras, como os
caixas eletrônicos. O consumidor que realizar um saque de um caixa eletrônico e se deparar com uma nota manchada não terá como contestar e pedir a reparação de imediato.”
Por esse motivo, o Procon-SP oficiou ao Banco Central solicitando esclarecimentos e readequação das normas às diretrizes do Código de Defesa do Consumidor, que pressupõe a boa-fé. Até que haja manifestação do BC, os consumidores devem ter atenção redobrada e não aceitar nenhuma nota suspeita. De acordo com o BC, o objetivo da medida é dificultar a circulação de notas roubadas ou furtadas e ajudar na redução dos casos de furtos e roubos a caixas eletrônicos que vêm acontecendo nos últimos meses. A decisão consta de regulamentação específica do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BC), por meio da Resolução 3.981 e Circular 3.538, que orientam o portador de nota
danificada a procurar uma agência bancária e entregá-la. A nota será encaminhada para análise e, caso fique comprovado que o dano foi em decorrência do dispositivo antifurto, o banco comunicará ao portador. Os valores não serão ressarcidos.
Da Agência Imprensa Oficial e da Assessoria de Imprensa do Procon-SP
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17:00
7 de junho de 2011
19 de maio de 2011
A volta dos indispensáveis clássicos em pílulas
Lexotan™ tem o prazer de apresentar mais um clássico em pílulas, a série que mostra que as pessoas engolem qualquer coisa, desde que bem acondicionada -
Casa de família é séria, índio bom é índio do nosso lado; e essa lama que não sai de nosso pé.
O GUARANI
Casa de família é séria, índio bom é índio do nosso lado; e essa lama que não sai de nosso pé.
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23:30
10 de maio de 2011
Os colaboradores d´O Grifo não nos dão descanso
Carlos Ângelo - será o Benedito? - envia tijolo certeiro
A expectativa censurada
Leitura livre, acesso permitido pelo autor
A expectativa censurada
Leitura livre, acesso permitido pelo autor
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23:59
5 de maio de 2011
O grande deus dólar morreu
Obama, Osama, o par mínimo que une o mandante do crime e o defunto sem corpo, o ausente e o onipresente da TV, do olho eletrônico do Eschelon e das bases militares, o mesmo e o outro, a dança macabra sem sentido diante de milhões de histéricos e enjaulados cidadãos do mundo livre. Haja droga, haja "burnout" de excitação histérica, haja estímulo para mover esse cadáver inchado que apodrece diante de todos nós; haja armamento e paranóia para fazer estalar o mundo na derrocada do deus dólar.
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08:47
28 de abril de 2011
Abril é o mês mais cruel
APRIL is the cruellest month, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.
Abril é o mês mais cruel, esse outono incerto
esse ar de deserto com uma garoa gelada.
Deusa Salus, que fiz eu que não nos visita mais em casa?
Volta, que precisamos de você demais, por Asclépio.
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.
Abril é o mês mais cruel, esse outono incerto
esse ar de deserto com uma garoa gelada.
Deusa Salus, que fiz eu que não nos visita mais em casa?
Volta, que precisamos de você demais, por Asclépio.
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14:16
13 de abril de 2011
Paisagem Sem Vista
Manhã na cidade,
passa um homem,
andando
Passa um carro
andando
Passa um mundo de carros,
um mundo de gente,
e os ônibus cheios de gente
e de todo lado vai andando gente
daqui pra cá, e pra toda parte
sem conta,
e nos prédios se apinham
gente sobre gente
sem conta
e depressa
E a prosa não tem rumo, não tem prosa
espremida entre quatro paredes, entre as portas dum carro,
as perguntas não têm resposta, a prece muda e morta do rádio
nos guia às cegas pelos escombros baldios,
e as avenidas largas, maiores que as de babilônia,
levam aos desvãos mais escuros e mortos, sem remédio
aos becos sinistros de poeira, restos e graxa,
aos baixios do glicério onde a cidade que existe
nem se esconde, existe escura e sob a camada de luzes, cores sobre cimento das construtoras que querem normalizar o ambiente
queremos estas quadras sem rumo
mais prédios de gente
sem conta
e depressa
e seremos outros tantos
como nós
e os becos escuros existirão noutra parte
como nós
passa um homem,
andando
Passa um carro
andando
Passa um mundo de carros,
um mundo de gente,
e os ônibus cheios de gente
e de todo lado vai andando gente
daqui pra cá, e pra toda parte
sem conta,
e nos prédios se apinham
gente sobre gente
sem conta
e depressa
E a prosa não tem rumo, não tem prosa
espremida entre quatro paredes, entre as portas dum carro,
as perguntas não têm resposta, a prece muda e morta do rádio
nos guia às cegas pelos escombros baldios,
e as avenidas largas, maiores que as de babilônia,
levam aos desvãos mais escuros e mortos, sem remédio
aos becos sinistros de poeira, restos e graxa,
aos baixios do glicério onde a cidade que existe
nem se esconde, existe escura e sob a camada de luzes, cores sobre cimento das construtoras que querem normalizar o ambiente
queremos estas quadras sem rumo
mais prédios de gente
sem conta
e depressa
e seremos outros tantos
como nós
e os becos escuros existirão noutra parte
como nós
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22:55
24 de março de 2011
Lexotan® apresenta:
Clássicos em pílulas
Esta série benemérita de sucesso mostra que o público aceita tudo, desde que bem acondicionado. Hoje temos a honra de trazer a vocês, em movimento contrário, mais um clássico imortal:
A ODISSÉIA
O último rei morreu na cama, depois de flechar os folgados que estavam de olho na patroa, quando chegou em casa como mendigo, vindo do mar; o seu barco afundou tantas vezes porque o mar tinha raiva dele, tudo por causa de um churrasquinho em que seu pessoal se excedeu. Faturou feiticeiras, resistiu a sereias. Só queria chegar em casa, depois de vender gato por lebre aos inimigos numa guerra braba, na qual teria dado uma boiada para não entrar.
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06:00
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