27 de fevereiro de 2009

A volta do Grifo

O Grifo reapareceu lá no meu cafofo; veio voejando de nor-nordeste, e, depois de descrever uma trajetória elíptica, pousou sobre o muro de casa, quase firme depois das chuvas.



- Epa, seu Grifo, quem é vivo, hein?

- Olá, meu caro ser humano; como ides, seu Gomide? (não se pode exigir coerência dos animais de fábula; eu não me chamo Gomide.)

- Cuidado com esse muro, Grifão, tá meio bambo e o barranco não segura.

- Ahã, soube outro dia que esperto é quem fica em cima do muro. Almejo a esperteza humana, que vê virtudes na contradição.

- Olha lá, tá falando que nem doutor, hein?



Fui interrompido pela bicada bestial do grifo no ar. O grifo come mosquitos? Nem sei, deixei o bicho lá, e até agora ficou. Assusta todos os gatos do bairro, esse bicho esquisito sobresito por lá. Tocar o grifo? Sei não.
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