22 de janeiro de 2008

o presidente negro

O argumento do romance O Presidente Negro vai assim: o narrador, Ayrton, é um sujeito simples, que trabalha a para firma de Sá, Pato & Cia. Observa de longe a riquiza alheia, admira e teme os donos da firma, e tem seus palpites no mercado financeiro. Deseja demais ter um carro, com o qual possa esmagar os pedestres, gritando "Arreda!".
Certo dia, um conhecido lhe aponta, dentro de uma agência bancária, certo senhor - é o professor Benson, e segundo o outro consegue ganhar sempre no câmbio, prevê a valorização e a desvalorização das moedas.
Vai um dia Ayrton afinal consegue o carro, um Ford, e sai pelas ruas a buzinar, acelerado. Na firma, ganha aumento, faz os patrões verem que impressiona ter um empregado com automóvel - o romance é de 1926.
Então, certo dia, é enviado para Friburgo, em incumbência do trabalho, e vai com seu Ford, numa estrada péssima de início, trilha de carroças. De repente, vê-se em uma bela pista, e pisa fundo no acelerador, apreciando a linda paisagem montanhosa. Sofre um acidente, perde a consciência e seu amado Ford. Quando acorda, está diante do professor Benson, o do banco.
Revela-se então que o professor Benson é um velho sábio que vive recluso - ayrton lembra-se do capitão Nemo - com sua bela filha Jane, cuja beleza perturba o narrador. O ancião conseguiu construir um aparato que lhe permite ver o futuro e o passado, pois que ambos nada mais são do que consequências determinadas pela vibração do éter - o romance é de 1926 - o princípio ou unidade fundamental da matéria. Conhecendo e captando por antenas semelhantes a teias de aranha tais vibrações, soube o professor calcular os movimentos futuros do éter, ou seja, o estado do mundo e tal ou qual ponto futuro - ou passado. Tais momentos se lhe aparecem num globo chamado de cronoscópio. Tudo isso revela ao apatetado Ayrton, reconhecidamente ignorante, de poucos estudos, modesto caixeiro, porque vê que está perto da morte, tem a necessidade de contar a alguém a sua invenção, que não deixará para a humanidade, e respeita o Acaso, que é como um Deus, e lhe trouxera até ele.
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