9 de dezembro de 2014

De alma cava, medito lentamente, cultivando as sombras do meu fígado; rumino pensamentos, profiro meros bocejos, sonhos quase sólidos sem semente. O silêncio da casa reaviva a memória, procuro ainda em mim, e sua visão me faz pensar - o equilíbrio precário, a gente se fazendo no meio do mundo e das coisas, na magnética interação - não existe recolhimento. Um beijo, gosto de escutar suas lições do grilo falante, ponto eletrônico; há tanto ainda a saber. A minha língua ausente vai te esperar.
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