17 de outubro de 2011
15 de outubro de 2011
13 de outubro de 2011
A Máquina Paródica do Grifo - IX
Cenas dos capítulos anteriores
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Resumo: O Grifo tem uma máquina paródica, e seu uso leva nossos heróis a estranhas situações
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O sujeito encolhia, quando levantei para interpelá-lo era já um mero sujeitinho, e sua impaciência tornava-se aflição, a olhos vistos, ouvidos, a olhos enxergantes. Segui na direção dele, "nós nada fizemos, meu caro, você e sua claque de seguranças são histéricos. Estou cheio de suas perguntas". Senti-me bem ao dizer; fui em sua direção, ele atingiu o tamanho de uma criança, e fugiu correndo para a direita.
Deixou de interessar-me; era pouco, ante o inusitado de a parede à minha frente dobrar-se, no seu canto esquerdo, uma curva abriu-se ante meus olhos, e o canto da parede projetou-se para trás, uma abertura, o lado escuro atrás da parede, não havia dúvidas que era a direção a seguir, deixar pra trás a sala vazia.
Até o pássaro se fora.
O caminho era escuro, como a entrada dos cinemas, entre duas cortinas, e meus passos eram surdos. Ainda tive de pressentir uma ou duas curvas com as mãos nas paredes forradas de tecido macio, antes que vislumbrasse luminosidade a mostrar o fim daquele corredor fechado. Andei naquela direção.
Do escuro, a luz; o ambiente era branco, iluminado, as janelas no alto eram multiplicadas por espelhos, muitos espelhos nas paredes, que refletiam à vertigem a cada passo. Uma sala de espelhos. Estava só e tive receio de olhar para os lados, hesitei inutilmente ante a multiplicação infinda da minha própria imagem.
Aflição da vertigem, penso que algo há de estar errado. O Grifo, afinal, deve saber de alguma coisa, onde terá se metido; quem serão aquelas pessoas à mesa, três à mesa, um quarto lugar, uma senhora me olha de modo suave e no entanto assertivo, o lugar, não há dúvida agora, está à minha espera.
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Resumo: O Grifo tem uma máquina paródica, e seu uso leva nossos heróis a estranhas situações
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O sujeito encolhia, quando levantei para interpelá-lo era já um mero sujeitinho, e sua impaciência tornava-se aflição, a olhos vistos, ouvidos, a olhos enxergantes. Segui na direção dele, "nós nada fizemos, meu caro, você e sua claque de seguranças são histéricos. Estou cheio de suas perguntas". Senti-me bem ao dizer; fui em sua direção, ele atingiu o tamanho de uma criança, e fugiu correndo para a direita.
Deixou de interessar-me; era pouco, ante o inusitado de a parede à minha frente dobrar-se, no seu canto esquerdo, uma curva abriu-se ante meus olhos, e o canto da parede projetou-se para trás, uma abertura, o lado escuro atrás da parede, não havia dúvidas que era a direção a seguir, deixar pra trás a sala vazia.
Até o pássaro se fora.
O caminho era escuro, como a entrada dos cinemas, entre duas cortinas, e meus passos eram surdos. Ainda tive de pressentir uma ou duas curvas com as mãos nas paredes forradas de tecido macio, antes que vislumbrasse luminosidade a mostrar o fim daquele corredor fechado. Andei naquela direção.
Do escuro, a luz; o ambiente era branco, iluminado, as janelas no alto eram multiplicadas por espelhos, muitos espelhos nas paredes, que refletiam à vertigem a cada passo. Uma sala de espelhos. Estava só e tive receio de olhar para os lados, hesitei inutilmente ante a multiplicação infinda da minha própria imagem.
Aflição da vertigem, penso que algo há de estar errado. O Grifo, afinal, deve saber de alguma coisa, onde terá se metido; quem serão aquelas pessoas à mesa, três à mesa, um quarto lugar, uma senhora me olha de modo suave e no entanto assertivo, o lugar, não há dúvida agora, está à minha espera.
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02:02
9 de outubro de 2011
Os pupilos do Sr. Reitor
O Doutor Reitor empoçado por D José Serra I e único parece que vai afundar de vez o barco velho da USP - esse consegue, quem sabe; vem sucedendo bem àquela outra plagiária, quem era mesmo?
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02:30
7 de outubro de 2011
Edição de hoje d´O Cretino.
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22:44
5 de outubro de 2011
Ocupar Wall Street
A ironia do momento é que ninguém na TV, no jornal, nos sítios dos grupos grandes de comunicação na internet, ninguém fala nada sobre o movimento que vem acontecendo em Wall Street; eu mesmo não sabia que há mobilização permanente, transmitida ao vivo; houve prisões, há relatos de agressão policial.
Veja com seus próprios olhos.
Lembremos da emoção, da condescendência dos mesmos jornais, TV etc. com as manifestações árabes, chamadas de "primavera" de forma até demagógica. É o chamado "jornalismo Wando", feito com muito amor.
Sobre a ocupação de Wall Street, a rua do Muro, ninguém sai de cima do muro: é esse silêncio, ouvimos o vento ao fundo, pra ver se alguém fica embaraçado e de repente puxa outro assunto.
Veja com seus próprios olhos.
Lembremos da emoção, da condescendência dos mesmos jornais, TV etc. com as manifestações árabes, chamadas de "primavera" de forma até demagógica. É o chamado "jornalismo Wando", feito com muito amor.
Sobre a ocupação de Wall Street, a rua do Muro, ninguém sai de cima do muro: é esse silêncio, ouvimos o vento ao fundo, pra ver se alguém fica embaraçado e de repente puxa outro assunto.
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23:59
3 de outubro de 2011
A máquina paródica do Grifo - VIII
Sim. Ainda persiste a série interminente da máquina paródica de O Grifo. Nem nós sabemos a razão de tanta persistência. Cartas para a redação.
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Dah, unhgs, eram monissílabos que o homem soltava entredentes, com esforço, com raiva. Iluminado pela única lâmpada pendurada no teto por um fio, via o suor em seu rosto cada vez que passava pela luz fraca, andando de um lado para o outro na sala vazia e sem graça.
Eu me sentava em uma cadeira metálica. Soube que devia esperar o que aquele sujeito, impaciente pelo jeito, iria dizer. Andava e andava mastigando seus dentes, na frente de uma parede de blocos, tijolos aparentes, as sombras da pálida lâmpada projetavam-se nos lados da parede. O nervosismo daquele inquisidor por algum motivo me deixava calmo, não vi motivo para inquietação. Até que ele berrou, de repente a cara vermelha, com as duas mãos apoiadas na mesa à sua frente:
- O que vocês fizeram??!!
Intrigavam-me os olhos a saltar das órbitas, a qualquer momento os globos poderiam pular, vivos; depois do berro, um silêncio, vi à minha direita um pássaro bater asas na gaiola. Engraçado. Não tinha percebido ele ali.
Mas estava tranquilo, estranhamente; o bater das asas do pássaro confirmava que tudo andava bem. Levantei-me, como quem explica, de boa vontade, como um otimista incorrigível, e expliquei para meu acusador boquiaberto, arfante:
- Mas, o que foi que eu fiz?
Pareceu incrédulo, e sua incredulidade o encolhia ante meus olhos.
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Dah, unhgs, eram monissílabos que o homem soltava entredentes, com esforço, com raiva. Iluminado pela única lâmpada pendurada no teto por um fio, via o suor em seu rosto cada vez que passava pela luz fraca, andando de um lado para o outro na sala vazia e sem graça.
Eu me sentava em uma cadeira metálica. Soube que devia esperar o que aquele sujeito, impaciente pelo jeito, iria dizer. Andava e andava mastigando seus dentes, na frente de uma parede de blocos, tijolos aparentes, as sombras da pálida lâmpada projetavam-se nos lados da parede. O nervosismo daquele inquisidor por algum motivo me deixava calmo, não vi motivo para inquietação. Até que ele berrou, de repente a cara vermelha, com as duas mãos apoiadas na mesa à sua frente:
- O que vocês fizeram??!!
Intrigavam-me os olhos a saltar das órbitas, a qualquer momento os globos poderiam pular, vivos; depois do berro, um silêncio, vi à minha direita um pássaro bater asas na gaiola. Engraçado. Não tinha percebido ele ali.
Mas estava tranquilo, estranhamente; o bater das asas do pássaro confirmava que tudo andava bem. Levantei-me, como quem explica, de boa vontade, como um otimista incorrigível, e expliquei para meu acusador boquiaberto, arfante:
- Mas, o que foi que eu fiz?
Pareceu incrédulo, e sua incredulidade o encolhia ante meus olhos.
Continua...
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23:30
12 de setembro de 2011
Amy, amy
Já não se fazem mais
mortes trágicas
de heróis
da indústria fonográfica
como antigamente;
subiam à pira pirados, num último delírio;
hoje, que maçada, morrem em tratamento:
morrem do remédio, e não do veneno.
mortes trágicas
de heróis
da indústria fonográfica
como antigamente;
subiam à pira pirados, num último delírio;
hoje, que maçada, morrem em tratamento:
morrem do remédio, e não do veneno.
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23:30
9 de setembro de 2011
S/n°, levemente alcóolica
Grave a noite
os cães latem na rua
o vinho pensa
ressurecta uva
os ônibus passam sonolentos na avenida
o mundo medita se chove chuva
eis a paciência desmedida
das coisas acontecendo
em ritmo corrente -
os cães latem na rua
o vinho pensa
ressurecta uva
os ônibus passam sonolentos na avenida
o mundo medita se chove chuva
eis a paciência desmedida
das coisas acontecendo
em ritmo corrente -
a água
pingasempre
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21:44
3 de setembro de 2011
1 de setembro de 2011
Os maiores juros do mundo
| A moeda circula por todo o orbe |
A queda de meio por cento nos juros pagos pelo Tesouro é um cataclisma institucional para os jornais de hoje.
Os rentistas não cederão um palmo de terreno sem luta. Eles sabem mais do que ninguém que têm muito (só eles sabem exatamente quanto) a perder.
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12:01
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