entr´ano, sai ano, carregando na estrada poeirenta o velho ano calendário.
Um abraço a todos.
E não posso, tendo lido no jornal sobre as vantagens da esterlização do palmito comercial com a radiação do Cobalto, deixar de reproduzir do F2:
31 de dezembro de 2010
27 de dezembro de 2010
Os Clássicos em Pílulas apresenta:
Esta série benemérita tem a pretensão de apresentar os clássicos da literatura ao gosto do público de hoje.
Os Lusíadas:
Saímos ao mar. Acabou o sossego. Uma água sem fim.
Trabalheira, viramos heróis. O poeta ficou caolho.
Os Lusíadas:
Saímos ao mar. Acabou o sossego. Uma água sem fim.
Trabalheira, viramos heróis. O poeta ficou caolho.
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12:12
21 de dezembro de 2010
Loquacidade
Loquacidade
louca cidade
loco ácida de
idade quase
da pedra
de quem
vive quieto
quem diria
no seu canto
louca cidade
loco ácida de
idade quase
da pedra
de quem
vive quieto
quem diria
no seu canto
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16:54
14 de dezembro de 2010
Os bois do Sol
- Que churrasco, não?
- Um pouco tostado demais para o meu gosto.
- Um pouco tostado demais para o meu gosto.
Da série Os Clássicos em Pílulas
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14:21
6 de dezembro de 2010
Le Roussignol
Canta por aí solto
um rouxinol
rouco
a competir
com um aspirador de pó.
Este canto
sem tema
ou audiência
espalha-se:
problema
um rouxinol
rouco
a competir
com um aspirador de pó.
Este canto
sem tema
ou audiência
espalha-se:
problema
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06:05
4 de dezembro de 2010
Debates e Segredos
Ouvi falarem mal dos vazamentos hoje famosos do WikiLeaks.
Acho que são fundamentais.
Qualquer debate político está às raias da hipocirisia.
As razões de estado são as dos grandes grupos de pressão.
Este organizam-se de qualquer forma. De todas, as sabidas e as não sabidas.
E não é coisa de subdesenvolvido nem nada.
Vejam no berço da república.
Acho que são fundamentais.
Qualquer debate político está às raias da hipocirisia.
As razões de estado são as dos grandes grupos de pressão.
Este organizam-se de qualquer forma. De todas, as sabidas e as não sabidas.
E não é coisa de subdesenvolvido nem nada.
Vejam no berço da república.
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23:39
1 de dezembro de 2010
O exército venceu, e agora?
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09:55
22 de novembro de 2010
Almeida Prado
Ouvir as Cartas Celestes
Graças à Revista Concerto e ao PQP Bach
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14:18
18 de novembro de 2010
Os ateístas
Os ateístas são ativistas hoje. Se ocupam de deus mais do que a maioria dos crentes. Atiram-se com toda força contra essa ilusão pela qual são obcecados.
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09:29
4 de novembro de 2010
25 de outubro de 2010
Um Choro-Canção de desencanto
Debaixo dessa luz exagerada,
da praia de onde olhamos a cidade
estranha, já nem me espanta, meu amor,
que mintas com essa cara deslavada,
desperdiçando tuas palavras de isopor.
Tantas estórias, tantos contos
e no fim mais entretantos
que um exórdio de Moral.
As voltas dos teus ditames
ao final, meu bem, serão liames
da corda que teceste a vossos pés.
Diga-me o simples que for,
a verdade não magoa ninguém,
sem maldade, quando dita por bem,
Só assim saberei tua dor.
Larga desses planos ruminados na penumbra,
dessa falta de tato, dessa política estúpida,
desses estranhos que vêm dançar em teu salão...
Lembra de deixar ao menos um recado
se descobrires, afinal, o que procuras,
antes da vida te propor o teu final...
Não guardo mais meus antigos pergaminhos,
O vento guia meus pés pelos caminhos,
A estrada velha é nova, como o chão que vai;
Com um choro-canção de desencanto,
ninguém nota que estive chorando,
esqueça meu nome solto pelo ar...
Diz que tem ido além,
dessa terra nasceu o vazio,
quem passou a barra do rio
hoje vive por mal ou por bem.
da praia de onde olhamos a cidade
estranha, já nem me espanta, meu amor,
que mintas com essa cara deslavada,
desperdiçando tuas palavras de isopor.
Tantas estórias, tantos contos
e no fim mais entretantos
que um exórdio de Moral.
As voltas dos teus ditames
ao final, meu bem, serão liames
da corda que teceste a vossos pés.
Diga-me o simples que for,
a verdade não magoa ninguém,
sem maldade, quando dita por bem,
Só assim saberei tua dor.
Larga desses planos ruminados na penumbra,
dessa falta de tato, dessa política estúpida,
desses estranhos que vêm dançar em teu salão...
Lembra de deixar ao menos um recado
se descobrires, afinal, o que procuras,
antes da vida te propor o teu final...
Não guardo mais meus antigos pergaminhos,
O vento guia meus pés pelos caminhos,
A estrada velha é nova, como o chão que vai;
Com um choro-canção de desencanto,
ninguém nota que estive chorando,
esqueça meu nome solto pelo ar...
Diz que tem ido além,
dessa terra nasceu o vazio,
quem passou a barra do rio
hoje vive por mal ou por bem.
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18:18
20 de outubro de 2010
Choro antigo
Acorda ô alaúde, meu cavaco & bandola,
povoa a boca canora a canção
que sorri e murmura, e plana a meia altura
com uma certa interrogação.
Um passeio no jardim, ou mais,
quem sabe a mata ciliar em que se esconde
outra boca, outra canção, quiçá lilás,
à sombra de amenos montes, sob a relva;
Em tudo que cantas, as pedras dançam sob o rio
e os troncos sorriem, o musgo assobia sem parar
este ar, que os gafanhotos povoaram,
onde certas ninfas gostam de deitar.
Certo que procuras na barafunda de teus bolsos
uns papéis dispersos e relapsos, uns lápis rotos,
já remordidos por tuas ânsias eternais;
deixa de lado as ninharias do dinheiro,
estas bobagens todas que te envolvem
como uma noite torpe, sem visagem,
sem estrelas, apenas escuro e solidão.
Será que ouviste o conselho da andorinha
que cantava na alameda entre as árvores,
no recreio, da boléia de um landau?
Sem rumo andemos pelas ruas,
pisando as pedras banhadas pela chuva,
em conversa sub rosa ao pé de palmeira imperial.
Conversam como as águas do riacho do quintal
trombone baixo, clarinete e pandeiro,
rabeca antiga, bandolim e violão,
E eu tropeço nas melodias de antanho,
ao pé da serra que se espicha no horizonte,
e disfarço assim com um meneio
meu intento de tocar teu coração.
povoa a boca canora a canção
que sorri e murmura, e plana a meia altura
com uma certa interrogação.
Um passeio no jardim, ou mais,
quem sabe a mata ciliar em que se esconde
outra boca, outra canção, quiçá lilás,
à sombra de amenos montes, sob a relva;
Em tudo que cantas, as pedras dançam sob o rio
e os troncos sorriem, o musgo assobia sem parar
este ar, que os gafanhotos povoaram,
onde certas ninfas gostam de deitar.
Certo que procuras na barafunda de teus bolsos
uns papéis dispersos e relapsos, uns lápis rotos,
já remordidos por tuas ânsias eternais;
deixa de lado as ninharias do dinheiro,
estas bobagens todas que te envolvem
como uma noite torpe, sem visagem,
sem estrelas, apenas escuro e solidão.
Será que ouviste o conselho da andorinha
que cantava na alameda entre as árvores,
no recreio, da boléia de um landau?
Sem rumo andemos pelas ruas,
pisando as pedras banhadas pela chuva,
em conversa sub rosa ao pé de palmeira imperial.
Conversam como as águas do riacho do quintal
trombone baixo, clarinete e pandeiro,
rabeca antiga, bandolim e violão,
E eu tropeço nas melodias de antanho,
ao pé da serra que se espicha no horizonte,
e disfarço assim com um meneio
meu intento de tocar teu coração.
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