13 de abril de 2009

O outro lado

O mais aterrador do outro lado é que pode ser muito parecido com este.
Emanuel Swedenborg dizia que o além túmulo de cada um depende de suas crenças nesta vida; assim, coexistem um céu de muçulmanos (com huris), um céu de cristãos, com anjos e etcétera, e outros tantos. Rudolf Steiner, grande vidente, via a conexão entre planos. Também o sono pode ter relances de mundos espirituais, segundo ele.
Pois bem, é isso que me assusta; outro dia sonhei que falava ao telefone com um serviço de atendimento, e eu reclamava em desespero sobre uma fatura paga, pela qual me cobravam juros absurdos. Bem, isso é que é suplício. Pela primeira vez, se meu espírito foi se ocupar disso, além de qualquer excesso ou insensatez que já cometi na vida, tive receio pela minha alma imortal.

6 de abril de 2009

Ainda que tarde...

Enfim descobriram o óbvio na Assembléia: depois de publicar bobagens sobre funcionários, matérias direcionadas, o Estadão constata a manada de ocupantes de cargos em comissão, empossados por mera canetada dalgum sr. Deputado.
Antes tarde do que nunca; quem sabe até chegam a discutir esse problema central da administração pública - instrumentalizado por todos os partidos - : o excesso de cargos em comissão, cujos ocupantes têm compromisso apenas com quem os nomeia, não com o poder público. Isso mata as boas políticas públicas no nascedouro. Mas não, não esperemos tanto.

3 de abril de 2009

Vanitas Vanitatis...


De Chico Caruso




28 de março de 2009

Negócios de ocasião

Negociam-se agora, bem sob nossos olhos, negócios secretos, escusos. Explico; vejam como vexados estão os sujeitos A, B e C, nas páginas dos jornais, investigados pela polícia, suspeitos de negócios pouco lícitos com os sujeitos X, Y e Z, principalmente Z. Ora, X, Y e Z, principalmente Z, terão todo interesse em que tal investigação não dê todo fruto que promete. Veja que também os indíviduos P, Q e R, de quem já íamos nos esquecendo, estavam há pouco na mesma situação de A, B e C, e terão todo interesse que a investigação sobre eles também não frutifique, essa investigação que havia sido incentivada por X, quiçá por Y, certamente por Z.
Não veremos aí uma comunhão de interesses? Nessas horas, um negócio de polícia cria uma polícia de negócios.
Alías, o enredo já havia sido previsto por Edgar Allan Poe, em A Carta Roubada (the Purloined Letter). Vale a pena ler.

27 de março de 2009

O Portador do Significado


Será ele?


Não Respire

O Ar está envenenado

25 de março de 2009

Indignação seletiva

Nesse dia de hoje, o judas foi escolhido pelo Estadão, logo de manhã em seu sítio: os diretores da Assembléia Legislativa. Depois, ouvi a CBN martelando na questão por mais de meia hora.
É um caso típico de incitação à indignação seletiva. De fato, a questão é apresentada sem nenhum contexto: parece que os cargos, os sessenta e tantos cargos, nasceram, ou vegetativamente foram crescendo na Assembléia Legislativa, e agora, de repente, constata-se que são muitos: os próprios deputados indignam-se.
Não, os cargos obviamente não surigiram do nada, a atual estrutura administrativa da Assembléia foi criada por Resolução, proposta pela Mesa Diretora e aprovada em plenário, há mais de doze anos.
Agora, outras discussões não se colocam: porque será que nunca se questiona a existência de 16 cargos de provimento em comissão para cada Deputado? O Deputado pode nomear quem ele quiser para qualquer um desses cargos, sendo que para alguns não é requisito sequer saber ler e escrever.
A imprensa incita à indignação seletivamente. Quanto a descalabro administrativo, que tal a verba de gabinete, assunto que surgiu na imprensa de repente, na época da eleição para as Mesas da Câmara e do Senado, e tão rápido quanto veio, sumiu. Também na Assembléia a proposta de publicar o CNPJ dos fornecedores dos gabinetes causou preocupação. O assunto evaporou, arruma-se outro, um judas para a malhação pública, de preferência um dos culpados de sempre: o funcionário público efetivo, responsável por tocar a máquina pública, aquele que representa o elo de continuidade das políticas públicas relevantes; nunca a imprensa se detém sobre o verdadeiro enxame de nomeações para cargos em comissão, exercidos por pessoas que não tem compromisso público, apenas compromisso com quem os nomeou. Nunca as reformas administrativas tocam nesse feudo de interesse de uma classe política que é, de fato, a vanguarda do atraso. À imprensa, seletivamente, esse assunto não interessa.

24 de março de 2009

Da Justiça

Está escondido, mas está lá no site do Estadão - não basta praticar a corrupção, querem tornar ilegal o combate aos crime. Os órgãos de inteligência podem cooperar - e devem, é da lei. Nem tudo esta perdido

Vale o antigo lema: ou se locupletam todos, ou restaure-se a moralidade!

Fumaça de Delfos

O Grifo, que já foi pitagórico, agora anda numas de Delfos; queima umas folhas numa fogueira, anda em volta e diz que tem visões proféticas.
- Qual o que, Grifo, tudo bobagem, você está é fumando alguma coisa proibidona...
- Estou te dizendo, é coisa seríssima e você aí brincando... E nessas horas a gente tem que ouvir, pois o Grifo faz um ar severo, de ave de brasão d´armas.
Pois num desses dias, segredou-me que em seus devaneios proféticos previra que a incensada candidata a presidente Dilma Roussef lá pelo começo do ano que vem deixaria de ser candidata.
- Mas como, Grifo, tá todo mundo dizendo, os jornais todos...
- Tudo bobagem, naturalmente; isso não devia espantar ninguém. O que os jornais escrevem não serve para nada, dada a textura do papel.
Enfim, começou lá uma arenga contra a imprensa e tal; mas o negócio da Dilma ele confirmou. Em abril do ano que vem não será mais candidata a presidente. E mais não disse, embora eu perguntasse, então quem vai ser, como é isso? Disse que surgirá uma aliança com uma figura de grande popularidade. E ficou nisso, o bicho realmente é teimoso.
Vou ficar de olho, ver que raio de folha o Grifo põe nessas fogueiras.

Doutrinadores de todo dia

Vão derramar seu sermão em outros ouvidos. Obrigado por poupar-me de sua opinião.
Seu dedo em riste, aproveite e enfie. E antes que pergunte, não, nem quero saber o que você acha disso ou daquilo, daquela ou daquele. Gostaria de oferecer com toda sinceridade, a quem usa a desgraça dos outros como exemplo de sua própria virtude, meu vômito, esse produto das minhas entranhas.

19 de março de 2009

Índio


Julgamento sobre reserva indígena, julgamento político; o ministro usa frase de efeito: segundo o Estadão, "Marco Aurélio afirmou que ´a demanda dos índios é por postos de saúde e não por pajés´".
Os índios hão de querer seus pajés; mas querem sem dúvida posto de saúde, moto e TV. Querem explorar a riqueza do subsolo. O índio só pode ter futuro com capacidade e cidadania plenas. A bolha cultural sem contágio com a sociedade branca não é possível.
A aquisição da ´dupla cultura´, com uma nacionalidade só, a brasileira, esse deveria ser o papel da FUNAI, mesmo porque se for feita a absorção de todos os indígenas em estado cultural originário de uma vez só vai ser um genocídio.
Para preservar o índio, é preciso aculturá-lo, no tempo do índio, não no do branco.

17 de março de 2009

Sabedoria não tem idade

Eplimpedes, o sábio grego do séc III aC, já recomendava o vinho, moderadamente, e as ostras, para rejuvenecer os órgãos internos.

Ali Abusamra, notável polígrafo árabe, relatou o efeito benéfico das pérolas nos casos de reumatismo.

Dyastrashamsharya, brâmane ilustre, dormiu sete dias seguidos, em Mandralapayam.