texto interessante sobre a política no BR, desdobramentos públicos e outros nem tanto.
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/17/o-sistema-brasileiro-de-inteligencia-e-o-jogo-politico/
17 de março de 2009
12 de março de 2009
Excomunhão, porque não?
Notícias daquele bispo do Recife indigente espiritual a gente leu até demais. Agora, essa me tinha escapado... engraçado como a repercussão é desporporcional. Pensando bem, às vezes a excomunhão há de ser um santo remédio, deve ser mais usado. Se bem que às vezes também seria bom, só pra garantir, sentar o turíbulo na cabeça do indivíduo pra ver se se apruma.
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13:07
Grave regressão do Grifo
Então, como eu ia dizendo, ficou o Grifo encarapitado no muro lá de casa, impassível mesmo diante da chuva e do vento, assustando os gatos e fazendo as velhas que passam na calçada traçar o sinal da cruz. Nem comigo falava.
- Que é que há, ô Grifo?
- ...
- Mas...
E só cedeu quando lhe ofereci marzipan e chá de ameixas.
- Bem.. tenho uma imagem que não sai da minha cabeça... a bust of Pallas...
- Meu Deus, meu caro Grifo, deixa isso prá lá, a literatura...
- Rá, olha quem fala, grunhiu o ser biforme; - Ouça lá, humano: mais pior...
Indizível minha comoção; cãimbras corticais começaram...
oh, o que poderá acontecer a seguir???
- Que é que há, ô Grifo?
- ...
- Mas...
E só cedeu quando lhe ofereci marzipan e chá de ameixas.
- Bem.. tenho uma imagem que não sai da minha cabeça... a bust of Pallas...
- Meu Deus, meu caro Grifo, deixa isso prá lá, a literatura...
- Rá, olha quem fala, grunhiu o ser biforme; - Ouça lá, humano: mais pior...
Indizível minha comoção; cãimbras corticais começaram...
oh, o que poderá acontecer a seguir???
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12:44
6 de março de 2009
Ditadura
Dentadura
Branda
Escura
Murro nos dentes
Casa sem gente
Gente sem dente, a gente é fraco cai no buraco
Fundo
Escuro
Mas - quem matou mais gente?
Ditadura esclarecida.
um claroescuro sob medida:
Cada um com o despotismo que merece.
Augusto Rademaker Grunewald; o nome do sujeito já era uma junta militar (Almirante Augusto, Brigadeiro Rademaker, General Grunewald - acho que li isso em algum lugar). A queda atávica pelo pau-de-arara deve vir também do escravismo (não veio tudo?). O Nho-nhô de Sade das senzalas.
A participação social é intolerável para a elite nacional, incapacitada para a política depois de ganhar o país no colo. No fim do Império já estava estabelecida a órbita, essa é a direção que a elite do Brasil deseja, tem ânsia - para onde se voltar, a quem obedecer, a quem servir. O retorno do reprimido, o duplo no espelho: o masoquista da Casa-Grande.
A órbita do mundo vai mudar, o capitalismo financeiro balança feio. E a elite nacional está insegura, a participação popular parece mais ameaçadora com o império em tumulto, na metrópole. Isso não tem a menor graça.
Presidindo o conselho de anciãos, José Sarney. Deve ser outra forma do retorno do reprimido, mas aí já é demais pra mim.
Branda
Escura
Murro nos dentes
Casa sem gente
Gente sem dente, a gente é fraco cai no buraco
Fundo
Escuro
Mas - quem matou mais gente?
Ditadura esclarecida.
um claroescuro sob medida:
Cada um com o despotismo que merece.
Augusto Rademaker Grunewald; o nome do sujeito já era uma junta militar (Almirante Augusto, Brigadeiro Rademaker, General Grunewald - acho que li isso em algum lugar). A queda atávica pelo pau-de-arara deve vir também do escravismo (não veio tudo?). O Nho-nhô de Sade das senzalas.
A participação social é intolerável para a elite nacional, incapacitada para a política depois de ganhar o país no colo. No fim do Império já estava estabelecida a órbita, essa é a direção que a elite do Brasil deseja, tem ânsia - para onde se voltar, a quem obedecer, a quem servir. O retorno do reprimido, o duplo no espelho: o masoquista da Casa-Grande.
A órbita do mundo vai mudar, o capitalismo financeiro balança feio. E a elite nacional está insegura, a participação popular parece mais ameaçadora com o império em tumulto, na metrópole. Isso não tem a menor graça.
Presidindo o conselho de anciãos, José Sarney. Deve ser outra forma do retorno do reprimido, mas aí já é demais pra mim.
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14:06
27 de fevereiro de 2009
A volta do Grifo
O Grifo reapareceu lá no meu cafofo; veio voejando de nor-nordeste, e, depois de descrever uma trajetória elíptica, pousou sobre o muro de casa, quase firme depois das chuvas.
- Epa, seu Grifo, quem é vivo, hein?
- Olá, meu caro ser humano; como ides, seu Gomide? (não se pode exigir coerência dos animais de fábula; eu não me chamo Gomide.)
- Cuidado com esse muro, Grifão, tá meio bambo e o barranco não segura.
- Ahã, soube outro dia que esperto é quem fica em cima do muro. Almejo a esperteza humana, que vê virtudes na contradição.
- Olha lá, tá falando que nem doutor, hein?
Fui interrompido pela bicada bestial do grifo no ar. O grifo come mosquitos? Nem sei, deixei o bicho lá, e até agora ficou. Assusta todos os gatos do bairro, esse bicho esquisito sobresito por lá. Tocar o grifo? Sei não.
- Epa, seu Grifo, quem é vivo, hein?
- Olá, meu caro ser humano; como ides, seu Gomide? (não se pode exigir coerência dos animais de fábula; eu não me chamo Gomide.)
- Cuidado com esse muro, Grifão, tá meio bambo e o barranco não segura.
- Ahã, soube outro dia que esperto é quem fica em cima do muro. Almejo a esperteza humana, que vê virtudes na contradição.
- Olha lá, tá falando que nem doutor, hein?
Fui interrompido pela bicada bestial do grifo no ar. O grifo come mosquitos? Nem sei, deixei o bicho lá, e até agora ficou. Assusta todos os gatos do bairro, esse bicho esquisito sobresito por lá. Tocar o grifo? Sei não.
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13:41
20 de fevereiro de 2009
Quem mandou ler jornal?
No Brasil, o governo militar foi uma "ditabranda", segundo a Folha de São Paulo. O que é que tem uma ditadura benigna, até boazinha?
Não teve PARA-SAR, o Estado não matou cidadãos considerados crimonosos sem o devido processo, não teve choque elétrico, tortura ou pau de arara.
Ou, se teve, não importa. A Folha vai corajosamente assumir seu apoio à ditadura de 64, assim como corajosamente posou de paladina das Diretas, ainda antes do cadáver da dita cuja esfriar.
E hoje ainda chama de cínicos leitores que escrevem em protesto; o professor Fábio Konder Comparato só pode criticar a Folha se antes abjurar o regime cubano. O que é que tem a ver com as calças?
Que nojo, Folha de São Paulo; assumam a cagada que fizeram, e depois disso FECHEM ESSE PASQUIM RIDÍCULO E VÃO GANHAR A VIDA HONESTAMENTE, SEUS BOÇAIS!!!!
Não teve PARA-SAR, o Estado não matou cidadãos considerados crimonosos sem o devido processo, não teve choque elétrico, tortura ou pau de arara.
Ou, se teve, não importa. A Folha vai corajosamente assumir seu apoio à ditadura de 64, assim como corajosamente posou de paladina das Diretas, ainda antes do cadáver da dita cuja esfriar.
E hoje ainda chama de cínicos leitores que escrevem em protesto; o professor Fábio Konder Comparato só pode criticar a Folha se antes abjurar o regime cubano. O que é que tem a ver com as calças?
Que nojo, Folha de São Paulo; assumam a cagada que fizeram, e depois disso FECHEM ESSE PASQUIM RIDÍCULO E VÃO GANHAR A VIDA HONESTAMENTE, SEUS BOÇAIS!!!!
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15:11
17 de fevereiro de 2009
Ensignância
Ensenhança
ensinança de Anunciação:
ensinança de Anunciação:
o Signo
em plena Signância
Qualquer Consciência -
Mera Semelhança
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14:10
Cadê
Onde estão as Notícias Populares que não mandam mais notícias?
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14:08
12 de fevereiro de 2009
Índice de mentiras
Compulsados a compilar um índice de mentiras, os autores declinaram, diante das versões´em conflito de seus informantes.
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13:20
3 de fevereiro de 2009
Críptica
Quis um dia exercer a crítica
com a lança da verdade,
com o ferro da ironia,
um a um
derrubei
os moinhos
e o vento.
As palavras, os sentimentos, esses canalhas,
nada sobreviveu a esse torto olho sínico
ruíram grandiosos edifícios, pedra e pedra.
Na poeira, me pergunto em voz alta :
não é que era mesmo
a liberdade um jugo
e vice versa?
com a lança da verdade,
com o ferro da ironia,
um a um
derrubei
os moinhos
e o vento.
As palavras, os sentimentos, esses canalhas,
nada sobreviveu a esse torto olho sínico
ruíram grandiosos edifícios, pedra e pedra.
Na poeira, me pergunto em voz alta :
não é que era mesmo
a liberdade um jugo
e vice versa?
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14:04
30 de janeiro de 2009
À modo de refrão
Gente
tem
que tem
jeito
um ou outro:
tem
que tem
jeito
um ou outro:
nascer de novo
ou
trocar de couro
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23:21
29 de janeiro de 2009
Com fumaças de profeta
O dinheiro tem valor simbólico apenas. Devemos ver, meus amigos, a circulação de moeda em analogia à circulação de símbolos, de palavras. Ferdinand de Saussurre já antecipava esse passo nalgum trecho de seu Curso. A linguagem e os símbolos em geral, permitimo-nos com eles jogos e ironias e auto referência. Testar limites. Com o dinheiro não, o dinheiro é sacrossanto, com ele nada além do sentido literal mais estrito, dizem. Tanto que a epítome da loucura, no refrão popular, é rasgar dinheiro.
Chega o dia, no entanto, em que o caráter meramente simbólico do dinheiro deve ser escancarado a todos, soa a hora dessa crença universal. Esse será o sentido ulterior das revoluções e tumultos na economia financeira de hoje, gerados justamente pela atividade irrefreada e delirante dos moedeiros falsos, sumos sacerdotes do dinheiro. Observai a complementaridade dos movimentos contrários. No próprio centro do capital financeiro o gênio foi tirado da garrafa, evidenciou-se que o dinheiro é tratado pelos seus criadores como símbolo, eles agem com liberdade em relação a ele, como criadores; nós, aqueles que trabalhamos em troca de dinheiro, que guardamos e pensamos nele pelo menos uma vez por dia, nós somos os escravos do dinheiro, ele fala por nós, subordinamos nossos desejos e crenças a ele. Entendamos de uma vez por toda que como toda linguagem o dinheiro depende da crença mútua da coletividade.
Não custa, caros amigos, dar uma força ao inevitável devir histórico: o mais sensato agora é rasgar dinheiro ou cunhar moeda às próprias custas. Moeda falsa? Olha quem fala!! Sejamos todos banqueiros!
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13:58
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